O musical Ópera do Malandro foi inspirado na peça Ópera dos três vinténs (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill. A peça alemã, todavia, caracteriza-se como uma paródia da obra Ópera dos mendigos (1728), do inglês John Gay. Chico transpôs a trama para o Brasil, situando-a na década de 1940, quando o país vivia o período do Estado Novo, regime ditatorial implantado por Getúlio Vargas. Na peça de Brecht, a ação se passa na virada do século XIX para o XX, em cabarés ingleses, tendo como temática a corrupção a partir das relações entre gangsters e policiais. Na versão de Chico, a cena ocorre na Lapa, famoso bairro boêmio do Rio que, nos anos 40, entra em processo de decadência. Malandros, prostitutas, contrabandistas, policiais desonestos e empresários inescrupulosos compõem a trama. A estréia da peça brasileira ocorreu em 1978, com direção de Luiz Antonio Martinez Corrêa, irmão de José Celso Martinez Corrêa. No elenco estavam atores como Otávio Augusto, Marieta Severo, Ary Fontoura e Elba Ramalho, entre outros.
Criado em 1901, o Prêmio Nobel da Literatura, de origem sueca, atribui prêmios a escritores de várias nacionalidades. Até hoje, entretanto, apenas um autor de língua portuguesa recebeu o troféu, o português José Saramago, em 1998. Antes dele, intelectuais importantes como os irlandeses Bernard Shaw (1925) e Samuel Beckett (1969), o argeliano Albert Camus (1957), o chileno Pablo Neruda (1971) e o colombiano Gabriel García Márquez (1982), entre outros, também receberam o prêmio. Na lista dos eleitos há, todavia, nomes que não são unânimidade. À semelhança do que ocorre com o Oscar americano, sabe-se que esses processos de eleição dos “melhores” passam, evidentemente, por uma série de critérios, não apenas estéticos, mas também políticos e ideológicos. Por essa razão, Jean-Paul Sartre, escolhido em 1964, se recusou a receber o troféu. A predominância de uma visão eurocêntrica do mundo, dessa forma, justifica a ausência de escritores brasileiros e africanos na lista, pelo menos por enquanto. Se tiver interesse, você pode acessar a relação completa dos vencedores no endereço oficial do prêmio: http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/index.html
Com o nome inspirado no famoso templo grego, a Sociedade Partenon Literário foi um agrupamento de homens e mulheres que se interessavam pela literatura e pelas artes em geral. Surgiu em Porto Alegre, no dia 18 de junho de 1868, perdurando até meados da década de 1880. Entre as atividades da associação, estavam a promoção de saraus literários, bailes, palestras e aulas noturnas, e a manutenção de um museu, de uma biblioteca e de um órgão divulgador das idéias dos integrantes, a Revista Mensal da Sociedade Partenon Literário (circulou de 1869 a 1879), que contava com os principais nomes da literatura do Rio Grande do Sul da época: os irmãos Apolinário, Aquiles e Apeles Porto Alegre, Caldre e Fião, Bernardo Taveira Júnior, José Bernardino dos Santos, Revocata Heloísa de Melo, Luciana de Abreu, Múcio Teixeira, Damasceno Vieira, Silvino Vidal, Carlos von Koseritz, Felipe Néri, Eudoro Berlink, Vítor Valpírio, entre outros. A revista divulgava poesias, contos, romances, peças de teatro, críticas literárias e notas sobre a movimentação cultural da então pequena Porto Alegre. As idéias abolicionistas, republicanas e de emancipação feminina da maioria do grupo também ganhavam espaço nas páginas do periódico partenonista.
O XXVI Seminário Brasileiro de Crítica Literária e o XXV Seminário de Crítica do Rio Grande do Sul é um evento literário promovido pela Faculdade de Letras da PUCRS, e que este ano homenageia os escritores Machado de Assis e Guimarães Rosa. O encontro, que tem como público-alvo professores e alunos de graduação e pós-graduação em Letras e áreas afins, bem como interessados em geral, acontecerá de 2 a 4 de dezembro, no auditório Ir. Elvo Clemente, sala 305 do prédio 8. Participações dos professores Affonso Romano de Sant’Anna e Antonio Dimas estão confirmadas.
A 54ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre apresentou uma queda no número de vendas em relação aos anos anteriores. Segundo a divulgação do balanço, feito pela Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), a Feira, no ano de 2008, vendeu 424.046 livros, o que representa uma queda de 8% em relação à edição passada, quando foram comercializados 459.521 volumes. Alguns dos fatores levantados pelos especialistas como interferentes na queda foram os feriados de 2 e 15 de novembro terem caído num domingo; o corte no orçamento inicial do evento e a ausência de um best-seller como chamariz. Apesar disso, a programação qualificada das atividades culturais apresentou um recorde de participação do público. Vendendo mais ou menos, o fato é que a Feira confirma-se, a cada ano, como um dos mais importantes eventos literários do Estado.