Você conhece Oskar Schell?

Nesta semana faria 11 anos que o pai de Oskar Schell morreu. Naquela terça-feira, 11 de setembro de 2001, Oskar, como sempre, foi à escola; seu pai tinha uma reunião no World Trade Center. As aulas foram suspensas, e os alunos liberados. Ao chegar em casa, às 10h18 (ele vivia olhando no seu relógio de pulso), o apartamento estava muito vazio e silencioso, Oskar fez um carinho no Buckminster, o seu gato, para mostrar que o amava, e foi checar as mensagens na secretaria eletrônica. Havia várias mensagens de seu pai. Ele ligava do World Trade Center, tinha acontecido alguma coisa lá, ainda não sabia o quê. As mensagens ficavam cada vez mais desesperadas.

20120910bEscritores veteranos e consagrados, como Paul Auster, Don DeLillo e Martin Amis usaram o ataque às Torres Gêmeas como tema de livros. Jonathan Safran Foer, uma das principais novas vozes da literatura estadunidense, também o fez. “Extremamente alto & incrivelmente perto” (Rocco, 2006; Bertrand, 2010) conta a história de Oskar Schell. Ele tem nove anos, é superdotado e sofre com a morte do pai. Inventa então uma jornada por Nova York à procura de uma fechadura para a chave encontrada no armário do pai. A única pista é a palavra “Black” escrita no verso do envelope no qual a chave estava. Oskar, que esconde as mensagens da família, no fundo quer saber: por que ele não se despediu de mim? Por que ele não disse que me ama?

Foer usa recursos gráficos e fotos, inclusive uma polêmica sequência da queda livre de uma vítima real do atentado. Fez sucesso – virou best seller, ganhou adaptação para o cinema no ano passado –, e recebeu críticas de ser sentimental e apelativo.

Autoria: Luís Roberto Amabile
Doutorando da Faculdade de Letras / PUCRS
Colaboração:
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